Um brado sob

Quando tudo é mais simples tudo
é mais simples e é incrível como se
pode resumir assim: você sobre
todas aquelas coisas que se juntam
nesse mundo que é você e suas
coisas como uma camiseta uma
calça um sapato e uma ideia tudo
bem confortável na cena você
caminhando pelo cenário ideal
não propriamente um filme mas
a realidade um videoclipe. Diz
alguma frase bacana e faz uma
cara de todo modo bacana é
assim que se faz e grita, gritar
é preciso, sobre os telhados do
mundo este uivo e toda a
torrente de imagens de que
você se preenche todos os
dias querendo confundir o
jeito como estão contando
essa história essa sua história,
toda a narrativa humana de
Baal até aqui até Baal de volta
como pode ser, você imagina
quebrar a linha do tempo mas
a linha do tempo é como um elástico
não se pode quebrá-la. Então
esticá-la, até não mais poder.
Puxar os cabelos do homem de
Neandertal até fazê-lo confessar
o seu crime de lesa-paraíso.
Arrancar-lhe os olhos de quem
fez aquilo com a mãe o pai o ninho
de tudo isso e fez aquilo tudo chegar
até você. Baal até você. O diabo a
quatro até você. Gritar sob os
alicerces do mundo, provocar o
terremoto que porá abaixo o
zigurate a zorra toda.

.

Sentir que a
terra treme
lentamente
sob os pés.

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2 Comentários

Arquivado em Poesia

2 Respostas para “Um brado sob

  1. Gostei deste poema. Nuilson: ainda quer permanecer na lista?

  2. Não se submete um leitor no meu estado a um poema desses, Nilson Pedro. Zonzo, zonzo, zonzo. Baal a me torturar, só pode.

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