Necas

Há sempre necas entre as

possibilidades, e necas é

dessas esquinas de

movimentos impensados e

nenhum sinal vermelho. A rua

tem buracos, não há lugar no

universo de onde não brotem

tais insidiosos que nos

mudam, nós ninguém todos

e mais um punhado de

reflexos à razão de novecentos

enganos para cada.

Abre-se a valise e de lá um

objeto perfeitamente sem.

Dá-se por visitado o edifício

de pernas pro ar, o que é um

absurdo.

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3 Comentários

Arquivado em Poesia

3 Respostas para “Necas

  1. CHICO VIVAS

    Lendo essas “Necas”, fiquei me perguntando: cadê as (tais) Pitibiribas?
    Procurei, procurei – pelas pitibiribas, claro! – e…necas!
    Talvez eu esteja dando atenção demais ao “terreno”, aos inevitáveis buracos e, por isso, não consigo alcançar os que os outros veem com facilidade.

  2. Fiz a mesma pergunta de Chico Vivas. Cadê as pitibiribas? Brilhante, Nilson. Necas de nihilismo. E quanto aos novecentos enganos estourei minha cota. Alguém aí se engane menos, caso contrário, necas de equilíbrio universal.
    Abraços.

  3. Chico Vivas, as pitibiribas são abstrações, o que quer que sejam! Chorik, brilhante é bondade sua, mas acho que estamos chegando perto de uma compreensão que passe exatamente por necas, essa espécie de filtro universal!

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