O poeta em fuga

Era tarde quando tudo

se deu, a esperança

de todos a esperança toda

vontade a nos conceber

humanos como jamais

acontece aos macacos

aos ratos aos vermes.

Humanos em nossos corpos,

maravilhas de nossos

corpos, criaturas de

nossos corpos de onde

partimos olhares,

oblíquos conquistadores

vulgares aduladores

do espírito do tempo, do

ritmo do tempo, do

destempero do tempo.

Pois foi num dia claro como

o dia claro como o brilho

de um relâmpago instantâneo

como essa fagulha dos

céus ele viu descerem dos

céus as vozes fúrias dos

anjos, as vozes de inúmeras

vidas, as vozes como clamores,

as vozes fugas de Bach.

Ele deu-se enfim

por vencido, ele foi-se

ao fim e ao cabo, ele

nada disse de novo pois

todos os nossos dias

nos deixam sob as

estrelas famintos ávidos

novos nascendo sob as

estrelas.

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