Ocidente

Para Marcus Gusmão, que 
reclamou do determinismo 
do poema anterior: auto-ajuda?

.

Fico em mim, o ocidente
me acha em mim. Saio de
mim o ocidente lá fora me dá
boa tarde. Vejo brilho em
seus olhos eles brilham
como cristais como furos na
superfície da cápsula de
matéria radioativa. Saio dali,
de mim e dali, deixo de ser
e estar e o ocidente me
esquadrinha no espaço,
minha nuvem sobre a terra
inteira. Viro trovão, viro raios,
torrentes e lama, lama,
lama. O ocidente me chama.
Diz: você é um homem sobre
todo este solo pisado re-
pisado. Diz: você deve andar
com os pés firmes do barro
de si. Diz: escuta vai em
frente sempre em. Olho
em volta é uma cidade mil
vezes desfeita o que
vejo. No bolso uma carta
para o guardião das
palavras, o guardião das
palavras. Na carta o meu
nome, ninguém e mais
nada. Ele o ocidente
clama que eu vá e me
conceba. Penso em fundar
uma tribo de nômades. Me
apresso em fundar uma
tribo de nômades.

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Poesia

Uma resposta para “Ocidente

  1. Marcus Gusmão

    Não entendi nada, mas o poema é ducaralho.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s