Marselhesa

 

 

 

 

 

 

Este relógio-fim. Ouço meu

tempo soa como uma

canção de outro dia,ouço

toda a sinfonia condensada

nesse baque surdo é o

deus cronos que sucumbe

aos filhos ingratos: um pai

voraz o que é um pai

voraz o que é um pai

voraz. Todo filho é

ingrato a revolução de

saturno quase

astrologia. Todo filho

te expia.

.

Imagem extraída daqui.

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6 Comentários

Arquivado em Poesia

6 Respostas para “Marselhesa

  1. Todo filho é ingrato… Estou a pensar nisso, diante da beleza profunda de seu poema. O pai voraz devorado! Parabéns de novo e de novo e de novo…

  2. um pai é um pai é um pai é um pai voraz. Todo filho te expia. Rumo à melhora da espécie? Se a voracidade do pai é expiada pelo filho, tudo tende à evolução. É isso?

  3. Cronos anda mesmo cerceado, às voltas com tantas revoltas, tanto desejo de mudança – tomara que resulte em melhoras do estado de coisas nesses países que agora reagem às ditaduras e sua violência implícita. Será que a voracidade vai ceder à justiça algum dia?
    Beijo, Nilson.

  4. Grande Chorik, grato de novo, e de novo, e de novo.
    Christiana: é como naquela piada de Woody Allen: o problema de ter filhos é que quando crescem querem matar a gente.
    Dade: pois é. Nem sei.

  5. Achei o poema maravilhoso, Nilson. Amei.

  6. Belo poema, caro.
    um grande abraço.

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