Um deus inocente

Sob o signo de um deus inocente, um

deus criador de casos cornucópia

de caos. Um deus em cuja arte a

palavra mundo se faz não se faz uma

dúvida de bilionésimos de  segundo logo

esquecida logo, logo, logo, logo:

um deus um dane-se, outra espécie

de criatura sem propósito, pra que cria

turas afinal de contas. Para amá-las e

odiá-las e deixá-las em paz. Um deus ino

cente sem templo e sem teogonia só um

entre muitos, ninguém sabe que diabos

faz um deus assim sem a túnica o tridente

o raio a vasta sabedoria. Em verdade sem

nada saber. Pronto pra livrar as almas

de suas histórias.

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5 Comentários

Arquivado em Poesia

5 Respostas para “Um deus inocente

  1. akira yamasaki

    Um deus inocente e sem propósito de um mundo que existe por um instante, peço a ele que salve a minha alma enquanto chovo no molhado: belo, belo, belo. Um abraço, véio.

  2. Sei não, esse deus sempre rende poemas cheios de entradas e saídas.
    Bonitos, como esse seu.
    Beijão, Nilson

  3. Minha dúvida (ah, se fosse só esta!) é se tua “fantasia” é de (ser) deus – inocente ou não – ou de diabinho – e, convenhamos, apesar do clichê, sem tridente, chifres e rabinho não seria a mesma coisa.
    Bom (resto de) carnaval!

  4. Porreta…

    Um deus rascunhador.

  5. I.Moniz Pacheco

    Um deus parecido com os que povoam meus pensamentos…

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