Monturo

Galáxia, galáxia, ordem des

ordem, quem sabe um olhar

de través pro monturo, pro

mundo monturo, pra fora como quem

sabe um olhar de deus reduzido

a este canto remoto do uni

verso, o canto dos que querem

não querem ver-te: galáxia,

galáxia, de quantas sortes de

azares, quasares, fustigares,

meu deus um monturo

do céu.

.

Dedico este a Ângela Vilma, a Aeronauta, que me permitiu reencontrar a palavra monturo num post do seu blog.

Imagem: Jackson Pollok, Galaxy, 1947.

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5 Comentários

Arquivado em Poesia

5 Respostas para “Monturo

  1. Obrigada, Nílson, pelo belo poema nascido de uma palavra mágica. Também adoro essa palavra. Sua poesia é sempre grande demais, Jesus!

  2. Eis um poema valioso, obtido da decomposição do monturo. Ouro negro, Nilsão, tua poesia é ouro negro.

  3. Gerana

    Uma palavra detona um poema. Muito bom!
    E sendo um presente para aero que faz aniversário dia 10.

  4. CHICO VIVAS

    Não será toda essa “galáxia” apenas uma “remela” de Deus? Ou será (todo esse) Deus não mais que a desculpa para a eventual irritação dos nossos olhos, sem outra explicação à mão para sua vermelhidão escandalosa ou para lágrimas incontroláveis?
    Um monturo talvez seja o melhor observatório para essas questões, sem o compromisso de nos dar a resposta certa.
    Vinda de uma galáxia-dentro ou de uma-fora, que não te falte inspiração, menino!

  5. Galáxia-monturo é ótimo.
    Conheço um tal de Carlito Azevedo que vai gostar muito disso. E eu também gosto.

    Beijo.

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