A urgência

Uma rua bem dentro da cidadela

do peito, rua de quem a pressente

no dia translúcido, um instante esse

desvelo sob o sol de meio-dia,

esse incrível poder sem qualquer

influência sobre a ordem

dos acontecimentos, o estado das

coisas, o filme fluxo, a cena

congelada onde não se vê o que

salta. Uma chance em um milhão:

saber e morrer em paz. Um milhão

de vezes o fotograma incandescente,

este sol incandescente sob a pele,

na barriga, na dobradura encarnada,

no umbigo.

 

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3 Comentários

Arquivado em Poesia

3 Respostas para “A urgência

  1. Estou como sempre
    quando leio seus poemas:
    ávida, agitada,
    seguidora, fã.

    (e me vejo nestes versos)

  2. Poema agitador, esse.
    E perfeito, como um caleidoscópio e seus desenhos.

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