Agora mesmo

Há uma canção forjada no céu forjada

no inferno. Ninguém é capaz de ouvi-la

neste mundo: mas ela vibra sobre todas

as coisas e não cessa. Agora mesmo vibra,

suas notas inalcançáveis no entanto vagam

entre formas humanas e inumanas,

contornam pedras e edifícios e os atravessam

e seguem, e não se repetem, e não se

desfazem. Agora mesmo essa canção

informe. Ninguém sabe ao certo como se

concebe. Não se sabe nada sobre o que ela cria

neste mundo.

 

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6 Comentários

Arquivado em Poesia

6 Respostas para “Agora mesmo

  1. Nilson, como se dizia na minha mocidade: esta é da pesada!
    Beijo de maria

  2. Eita poema metafísico danado de bom! Tô aqui matutando, tentando ouvir a canção.

  3. Percebi um toque diferente. Diferente, vou descobrir.

  4. Sempre tão bom o que você escreve!

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