Alegoria

Frágil como teu corpo é

frágil sob o peso

das esferas: tudo te

convoca, mas é melhor

ir devagar porque há

afoiteza em tudo.

Alguém te disse um

dia: o sol brinca de

iluminar os detalhes

da casa, uma nesga

de muro, uma pedra

na rua. O sol percorre

o teu caminho bem antes

depois, e teus olhos

esquecem. O que sabemos:

nossos corpos a flutuar

pela noite, miraculosamente

leves como querem

as esferas quando enfim

adormecem.

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5 Comentários

Arquivado em Poesia

5 Respostas para “Alegoria

  1. Como sempre, demais, poeta. Ansiosa para pegar no livro.

  2. porreta!
    sim, há afoiteza em tudo!

  3. Gosto muito quando as palavras fazem isso, que vc fez com elas, neste poema: desenhos, trajetória de sentimentos, imagens para ficar em silêncio.

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