Poesia pra quê

Não se cria um deus num quarto

de dormir; um poema, sim.

Não se cria um estado debaixo

do chuveiro; um poema, sim.

Não se vai a Marte num piscar

de olhos, mas se vai num poema.

Não se conjuga a beleza e o horror

com um gesto apenas; mas isso se faz

com um poema. Ninguém se rende à

história, mas ao poema, sua carne

alucinada.

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10 Comentários

Arquivado em Poesia

10 Respostas para “Poesia pra quê

  1. Como disse Octavio Paz, o poema consagra o instante; instante histórico e/ou pessoal, eternizando-o e encarnando-o sempre no momento presente.

    Inclusive o poema reescreve a história, acho eu.

  2. Nilson, é sempre bom voltar aqui e ler novo poema seu. Olhe, na próxima vez em que for a Paris, não deixe de ir a Anvers-sur-Oise, uma cidadezinha próxima, de trem dá cerca de 40 minutos. Lá Van Gogh passou os últimos meses e lá está enterrado, ao lado de Theo. É uma loucura, a gente visita o quarto dele, onde ele se hospedou, aquela igreja toda troncha que pintou, os campos de corvos, a casa do dr. Gachet… Para amantes de Van Gogh como nós, é uma maravilha.

    Oi, Janaína, nem sei quando poderá ser essa próxima, mas valeu a dica. Quem sabe tb Amsterdã e o museu Van Gogh, e a clínica de que vc falou?

  3. ê poeta!

    ê escritora-contista! Tô até agora com a cena da madame fresquíssima fazendo merda pra fora do barco!

  4. poesia,
    pra encher a alma da gente! eu, que não sei ser poeta, vivo sorvendo a poesia alheia, pra encher a minha.

    Sua vida é uma poesia, meu velho. Quem acompanha o Notícias sabe disso!

  5. Também não sei ser poeta mas acho sua poesia porreta. Sempre venho ver se há novidades.
    Ví o comentário acima e coincidentemente e estou lendo e amando a Biografia de van Gogh escrita por sua cunhada seguido de Cartas de Theo a Vincent e de Cartas a Émile Bernard. Sujeito genial e instigante, porém sua obra fala bem mais a minha alma. Com certeza se fosse a Paris iria até lá.

    Tenho Cartas a Theo e li de forma transversal – não todo, mas várias coisas do começo ao fim. Impressionante a intensidade que tava também na vida, embora concorde que muito mais nas telas.

  6. Marcus

    Ao não encontrar palavras para comentar, resolvi levar o poema debaixo do braço.

    Grande braço virtual, esse Licuri. Uma honra!!!

  7. kátia borges (Crear)

    Êta, Nilson!

    Poesia à mancheia! Vc tá se superando…!

    Axé,

    kátia (Crear)

    Oi, Kátia, sempre bom falar com você. Brigado, mesmo! Estaremos lá na festa de São João!!!

  8. Rendida estou. E faz tempo. Excelente!

    Fico feliz, Gerana. Obrigado!

  9. Muito bom. Poesia de primeira.
    Bjs

    Brigado, Renata. Sempre bom ouvir isso de você. Bjs.

  10. “tô” boba com tua poesia… que força que ela tem.
    Abraços

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