Guerra e paz

chu-ko-nu

Nossa raça de armas

implacáveis para enfrentar o destino e feri-lo

de morte. Mas o destino, ferido de morte,

sorrindo nos conta sobre o livre arbítrio:

perder, perder-se.

(Depois de “atravessar”, a duras penas, as 1.200 páginas e mais de 500 personagens de “Guerra e Paz”, de Tolstoi)

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5 Comentários

Arquivado em Poesia

5 Respostas para “Guerra e paz

  1. Ê, Nilson! como você escreve bacana!
    ——
    Eu li “Guerra e Paz” (e como ele, outros) cedo demais!

    Verdade, Maria. Li outro livrão russo, “Os irmãos Karamazóvi”, antes dos 20. Agora, de um lado, foi mais difícil – haja tempo, saco, concentração pra tanta página. De outro, talvez tenha absorvido mais coisas. Me ocorreu inclusive um neologismo: estolstoicismo, sobre ter esse saco todo e sobre a própria atitude moral pregada por Tolstoi (ih, viajei!)

  2. Eu não li. Nilson, faz um resumo vai. rs

  3. Oh! desculpe. Já fez. Está nas entrelinhas dos versos (que eu quase perdi).

    Pois é, Celso. Na verdade, talvez tenha ficado até literal demais, porque o grande tema do livro é exatamente a discussão sobre o livre arbítrio, no contexto dos acontecimentos históricos. Tolstoi era fatalista e denunciava a ingenuidade dos historiadores empenhados em acentuar a responsabilidade de grandes personagens, como Napoleão, sobre os fatos. Nisso ele antecipou a historiografia contemporânea, onde o contexto (econômico, social) tem total precedência sobre atos de reis, rainhas, etc. Ops, essa resposta aqui tá virando um post. Mas pra resumir é isso: nessa batida, ele esculhamba Napoleão, ridiculariza a tal campanha da Rússia e o fato de Bonaparte ter permanecido como um “gênio” militar depois das merdas feitas por lá. Grande figura esse Tolstoi. Tô querendo pegar “Ana Karenina”. Já leste?

  4. Nilson, eu pensando que você é meu amigo, e você me propondo terapia de uma hora de relógio?
    É guerra, é?
    bjo

    Guerra não, paz!!! Martha, vc precisa fazer as pazes com as lagartixas. Bjo!!

  5. Excelente. Meus aplausos, como sempre.
    Quanto ao genial Tolstoi, além de O diabo e outras histórias, recomendo (caso não tenha lido) a grande novela A morte de Ivan Ilitch, ou A sonata a Kreutzer. Seguramente não haverá necessidade de sacrifício para fazer tais leituras, principalmente A morte…, simplesmente genial.

    Oi, Gerana, eu já li A morte…, não a Sonata …, que tá nos planos. Valeu a dica!

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