Um poema sem que se saiba

Sorrindo como sorriem os homens

quando são apenas

o que são, apenas

homens. Quando olham para

as estrelas e nelas vêem

estrelas, e nelas vêem

brilhantes, e nada além

ou aquém: e nelas intuem a

noite sem que se saiba da

noite que sonho vão.

Sorrindo como quem sabe

que não.

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9 Comentários

Arquivado em Poesia

9 Respostas para “Um poema sem que se saiba

  1. Muito bacana. Deu vontade de levar…

  2. Bernardo

    …é nessas horas que me dá uma inveja desgraçada de quem sabe realmente fazer uma poesia. Como vc.

  3. tistu

    “Sorrindo como quem sabe que não.” Fecha sempre com chave de ouro, né? Tem escola prá isso?

  4. Madame Katia Borges

    Menino, arrepiou. Vontade de roubar pro Madame. Já virou vício, isso. Lindo!

  5. É, Nilson, você é um poeta verdadeiro!

  6. Como fui acometido recentemente de uma estranha síndrome de querer as coisas alheias (vide as fotos do Cruz Vermelha de Marcus), quase inútil informar que também quero estes escritos, né?

  7. blag

    Gerana, Kátia, Bernardo, Tistu, Aeronauta, Martha, é bom ouvir essas coisas de vocês.
    Franciel, não se faça de rogado. A casa é sua!

  8. Sabe que acabei levando, não sabe? Está lá no Leitora.

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