Domingo sem medo

O mal que me fustiga

é o de todo remendo

no tempo: ritmo do

coração, como ter a

certeza de hoje amanhã

e depois e ontem, como

ter a consciência

do fluido que exala da

noite-manhã, noite-manhã,

noite-manhã.

Obscurecimento da luz,

mutação, como diz

o livro chinês dos destinos

abertos ao que pede ao que

faz o coração, mais até do

que fazem almejam as mãos.

E se o sangue se o tempo

se esvai minha história se foi,

mais ou menos assim como

quem diz: quero outra vida,

bem mais colorida como todos

querem,  com o detalhe de que essa,

que invoco, nascerá num domingo

sem medo, em pleno carnaval.

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1 comentário

Arquivado em Poesia

Uma resposta para “Domingo sem medo

  1. tistu

    eu e minha amiga aqui, tomando cerveja e vinho (ela cerveja, agora, e eu o vinho que resta) AMAMOS o seu carnaval! parabéns!! peçapara alguém musicar essa poesia. Seria sucesso certo!voltarei mais vezes, porei você no meu blogroll, posso????

    até

    Claro que pode, Tistu. Volte sempre. Quanto a musicar, quem sabe alguém se habilita a fazer isso. Até.

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