Halo

 Organic Circuitry
O século se gasta, impontual.
Quer o instante de tudo, a
cronologia imperfeita,
a fome de pedras,
a dor geológica. O século
se agita, impertinente,
o organismo rugindo
para demônios improváveis:
vozes que martelam os
ouvidos da Terra, criaturas
de magma na indústria febril
do presente. Século de séculos,
cadinho dos mundos, panóplia
de Marte: marcha ferida
bem antes dos homens,
bem depois dos homens, bem
dentro dos homens.
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4 Comentários

Arquivado em Poesia

4 Respostas para “Halo

  1. Nilson, que poema denso, profundo, verdadeiro. Nem falo mais do pdf de Ponge pq ainda não comprei o scanner, mas não demora. Como vocês se parecem! E essa foto? Não consegui decifrar o q é, parecem fibras de sisal ou algo assim. Ilumina! Abração, c.

  2. Maravilhosa a foto, para não deixar dúvidas, depois q vi o comentário publicado pareceu dúbio. c.

  3. katiaborges

    Oi, Nilson, concordo com C Fausto. O poema é bem denso mesmo, mas provoca uma reflexão. Acho que Drummond tinha razão quando dizia “eta vida besta”.

  4. blag

    Oi, Christiana, oi, Kátia, andei meio longe do blag esta semana, mas tô de volta. Interessante vcs terem achado denso. Em minha cabeça exprimia, sei lá, um certo desejo de falar das coisas fora da perspectiva humana, o que no final das contas é meio improvável. Talvez tenha ficado um tanto solene, cheio de guériguéri, ainda mais com a foto misteriosa. Mas tudo pode ser apenas o estado de espírito dessa semana. Drummond é que tinha razão!!!

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