Um cântico portenho

 

A cidade larga suas luzes

nômades como quem parte:

quero penetrá-la todos os

dias até mais tarde, acordar

e sorver um pouco do que resta,

fría mañana, criança

dos homens de alma fértil,

música ingênua,

passos felinos entre as

árvores e os homens.

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4 Comentários

Arquivado em Poesia

4 Respostas para “Um cântico portenho

  1. katiaborges

    Muito bonito, Nilson. Vc é um poeta pronto, e dos bons. Bjs

  2. Deculpa aí pelo poema, kátia e Nilson, mas eu gosto mesmo é de ver figuras. E nesta você se superou cara. Vejo muitas coisas nesta imagem. Me impressiona o grafismo (?) do azul sobre o do verde horizontais com o contraponto do vermelho vertical. Isto é uma bandeira. O lampião as duas janelas desproporcionalmente pequenas com grades, como olhos cerrados. A caixa de papelão dialoga com esta figura que me parece dançante no cartaz. A solidão. A luz de um sol brando me sugere um tempo frio. É uma foto triste, solitária, contemplativa e contemplável. E o poste do lampião arremata muito bem a imagem.
    É tudo isso. E é também apenas uma imagem banal de uma rua talvez banal de Buenos Aires.
    Tenho uma nova encomenda. Foto com gente. Me impressionaram muito quando passei por aí, há quase 25 anos, o figurino das crianças indo para a escola com suas gravatas, o metrô antigo, os ônibus antigos com motor na frente que pareciam as catanicas da minha infância em Conquista, as esquinas com gente discutindo política aos berros e as famílias caminhando a noite pelas ruas. Ainda existe isso?

  3. Nílson

    Kátia, que bom ouvir isso de você, ainda que inseguranças continuem a pairar. Sabe que o blog dá uma coragem que eu nunca tive, a nao ser na adolescência? Muchas gracias!!!

  4. Nílson

    Marcus, e se eu confessar que a foto nao é minha e cometi o pecado de nao atribuir o crédito, vc me mata? Pois é. Quanto às impressoes portenhas, sim, tudo continua, os ônibus devem ser os mesmos, inclusive. Vou ficar devendo as fotos por enquanto – dificuldades pra baixar, em lan houses que só nao sao as mesmas de 25 anos atrás porque naquela época elas nem existiam. Mas o tempo em TI tem uma escala própria, como no. Mas tem umas observaçoes sobre a viagem no prósimo post.

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