Fervor de Buenos Aires

Crédito da figura

Viajar é deslocar o eixo, e aqui estamos, na terra de Borges. A Argentina, para mim, em primeiro lugar é a terra de Jorge Luís, o memorioso, o leitor que eu queria ser, o escritor que nem sonharia. Ele próprio afirmava o contrário, que tinha mais orgulho do que lera do que de seus escritos, imagine. Escrevinhador principiante, mas um leitor ainda mais sofrível, meu repertório de Borges é parco, mas suficiente para amá-lo talvez mais do que a qualquer outro escritor. Portanto estar em Buenos Aires é como visitar a casa de alguém muito querido que se foi, mas continua por aí. Quem sabe o aleph, a esfera holìstica onde tudo está condensado, esteja escondido aqui mesmo, no velho hotel em que nos hospedamos, na Lavalle? Mas o aleph, na verdade, era ele mesmo: Borges. Nem a sua obra, nem as que leu: Borges, ele próprio.  

Borges, Borges, Borges.

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9 Comentários

Arquivado em Poesia

9 Respostas para “Fervor de Buenos Aires

  1. katiaborges

    Posta uma foto, Nilson! Umazinha só. Brincadeira. Viagem boa pra vocês, que tudo corra na maior paz aí. Bjs!

  2. Esse é o cara. Um turista diferenciado na horda de brasileiros que desce em direção a Calle Florida. Muito bao viagem. Como diz Marcinha, conte absolutamente tudo. E não espere o retorno, aqui mesmo no Blag. Aliás, en el blag!

  3. “Borges é uma doença que eu tenho”, diz rindo meu pai num jeito de explicar o porquê de lê-lo repetidas vezes. Tanto falou que me contagiei, agora sou eu quem pára o tempo lendo Borges, num jeito de entender, afinal, como pode???

    Borges, Borges, Borges.

  4. Conte tudo e não esconda nada!!!
    Estou morrendo de curiosidade..
    Ecaio tá gostando??/

  5. Katia

    Ops, cadê meu coment???!!!

  6. José Roldão

    Borges, de tão preciso, acabou se tornando um personagem, que vaga por suas poesias e contos, tal e qual ele mesmo sempre anunciou sobre a literatura. Hoje, é preciso abrir um livro de Borges sobre a mesa, o Aleph, por exemplo, para encontrá-lo ali, novo, intacto, perene.

    Bons ventos!

  7. Nílson

    Kátia, ainda vou postar uma foto; Marcus, el blag está em ritmo de turismo brasileño, mais brasileño que imaginas; Márcia, todo bien, Caio está se divertindo um bocado, e nosotros también; Joana e José, acho que vi Borges no Jardin Japonés, comendo um sanduíche e refletindo sobre a impermanência!!!

  8. JP

    Caro Nílson, tão pouco afeito sou a blogs que só agora descubro um realmente interessante – o seu. Lembrando Borges, esta blag parece um jardim de cenderos que se bifurcam, tal a qualidade de pensamentos que ele enseja.
    Não sei se vc ainda está na terra do Gotan, mas caso positivo, não deixe de visitar a exposição permanente de Jorge numa travessa da Florida. E dê uma colherzinha a outro grande e vá a Plaza Cortazar, perto de Pallermo Viejo. Grande abraço

  9. blag

    Caro JP,
    fico feliz de vc ter gostado dessas mal traçadas. Não estou mais em BA, mas fui lá nas Galerias Pacífico, onde fica o Centro Cultural Borges. A exposição permanente estava sendo reinstalada – como dizem os portenhos, “delculpa las molestias”. Estive também na “placita” Júlio Cortázar”, onde aos domingos rola uma feira de artesanato, além de umas e outras. Volte sempre. Um abraço.

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