Cai uma palavra, e ela
faz uma volta inteira
em torno de si mesma:
como uma folha em
espiral, uma folha seca
da árvore ao vento. Cai
uma palavra estranha
e fica ali, no chão,
à espera.
Cai uma palavra, e ela
faz uma volta inteira
em torno de si mesma:
como uma folha em
espiral, uma folha seca
da árvore ao vento. Cai
uma palavra estranha
e fica ali, no chão,
à espera.
8 Comentários
Novembro 12, 2009 às 1:19 pm
Nílson, que poema profundo e belo. Sua poesia é cada vez mais surpreendente! Increva-se, como disse Gerana, num concurso nacional.
Novembro 12, 2009 às 2:05 pm
“uma palavra de madeira cai no chão”- Arnaldo Antunes.
Linda poesia. Lindas imagens.
beijo
Novembro 12, 2009 às 5:51 pm
jamais verei uma folha caindo do mesmo jeito que antes…
Novembro 12, 2009 às 10:06 pm
Um paralelo que me fez pensar. Eu, que via as palavras como pedras: uma vez lançadas, não voltam. Também a folha não voltará a pertencer ao galho.
Adorei conhecer o poeta “ao vivo”. Bj.
Novembro 13, 2009 às 11:04 am
Incrível esse.
Novembro 16, 2009 às 8:57 pm
Nilson: preciso tirar uma dúvida. Como a moderação dos comentários no Leitora está ativada desde a polêmica em torno dos poetas baianos escolhidos para a Antologia dos poetas ano 2000, recebi um comentário seu que dizia: “É bonita…” Cliquei em “Publicar”. Quando entrei no leitora para verificar os comentários, fui para a postagem mais recente, “Suíte Dama da Noite”, e não encontrei seu comentário. Voltei para os e-mails, não encontrei mais e procurei e procurei, acabei achando seu comentário em “As ilusões da vida”. Vc enviou para qual postagem? Eu jurava que tinha sido para “Suíte…”
Novembro 16, 2009 às 11:12 pm
Faz todo sentido, mas como a escritora é bonita, também faz sentido na postagem sobre ela, daí a dúvida. Obrigada por esclarecer.
Abraço o poeta.
Novembro 17, 2009 às 11:37 am
Feito folhas, as palavras voam. O poeta vai lá, no chão ou ainda no ar e as recolhe. Nada se perde… Amei, Nilson.
bj.