Faz um ano hoje, 27 de janeiro, que o Blag estreou na blogosfera. Era pra fazer um balanço, contar os posts, somar os do primeiro blogue hospedado no uol aos desse aqui, mencionar os leitores, puxar o saco de cada um, enfim, algo mais solene para a ocasião. Mas não deu: a rotina de janeiro está de cabeça pra baixo, quem sabe porque finalmente tô conseguindo fazer aquela posição da ioga em que a gente se equilibra em um tripé formado pelos dois cotovelos e o cocoruto (é assim que se escreve?).
Então estou sem internet, numa temporada familiar na praia de Buraquinho (depois explico) e domingo, aqui por Vilas, só encontrei uma lan house que cobra R$ 6 por hora, um roubo, aí me resta fazer um improviso correndo pra não passar em branco.
Vamo lá. Lembrei de uma coisa. Essa semana, lendo Borges, ele falou de Aristóteles um negócio que tem a ver com muitos blogues, pelo menos com esse blogue de poesia (e outras palavras, pra variar). Segundo o sábio de Buenos Aires, o de Estagira publicou um tratado, quer dizer, mandou fazer umas cópias. Alexandre, ele mesmo, o Grande (sic), reclamou que assim todo mundo ia ficar sabendo dos ensinamentos do mestre, ia deixar de ser um privilégio ouvi-los direto da fonte. Aí Aristóteles veio com essa: está publicado, mas não está. Sacou? É que, segundo Jorge Luís, para o grego o livro não poderia conter tudo, só ao vivo o ensinamento poderia ser transmitido por inteiro.
Dois mil e tantos anos e zilhões de livros depois, acho que hoje tem mais a ver com blogues como o Blag a parte do “tá publicado, mas não tá”. Mas é melhor do que a gaveta, claro.
Aliás muito melhor: escrever um blogue é como ser o editor do jornal, ter o poder de colocar na página o que se quer, do jeito que se quer. É também como fazer um diário, só que aberto ao mundo. Você pode ter 26 acessos como hoje, um índice aliás dos mais altos pro Blag, ainda mais com tanto tempo sem postar algo novo. Mas é gente te lendo, não as traças da gaveta. Web 2.0 é por aí: tem gente te lendo, cara, gente parando pra te ler e vc não precisa ser nenhum monstro sagrado da literatura!!!
Então quero dizer que, apesar dos dias brancos de ultimamente, tá superada a idéia de encerrar o blogue quando ele fizesse um ano. The show must go on, então por favor, meus caros 26, continuem dando uma espiadinha por aqui que de repente pode ter mais surpresas que o BBB. Quem sabe o bicho não ganha até um fôlego novo? Sei lá, ninguém sabe ao certo no que vai dar essa porra de web 2.0.
Fui!!!
5 Comentários
Janeiro 27, 2008 às 8:35 pm
Vida longa ao Blag!
A todos nós e aos nossos blogues também, Kátia. Valeu!!!
Janeiro 29, 2008 às 9:13 am
Nilson,
eu que sempre estou aqui caladinho para não pertubar tão sacro ambiente, agora grito: Parabéns.
Valeu, Franciel. É um privilégio saber que Mister Ingresia em pessoa também passa por aqui. Responsa. Brigado, velho!
Janeiro 30, 2008 às 12:59 am
Parabéns pelo aniversário e nem pense em nos deixar sem o blag, grande bálsamo para nossas dores. Muitos anos mais, para deleite de todos. Abraço!
Brigado, Christiana. Também gosto de ficar lá ‘costeusbotoes’. Abração!
Fevereiro 5, 2008 às 6:51 am
Que dureza, isso de chegar tarde na festa de alguém importante como esse Blag.
Conto que você irá relevar a negligência, Nilsão. Meu relógio paulistano perdeu a sincronia e tá atrasado até para os padrões tolerantes da nossa Bahia-iá.
Sua caminhada continua sendo motivo de prazer e esperanças, parceiro. Siga com boa sorte, sabedoria e vitalidade. Beijos.
Colé, Paulo. Nessa dimensão o tempo é outro, o que importa é que a gente continue conectado. É sempre bom saber, sim, que essas mal traçadas têm a aprovação de um puta blogueiro antenado como el galinho. Que todos tenhamos boa sorte, sabedoria e vitalidade. Beijos.
Fevereiro 8, 2008 às 6:54 pm
27. presente.
Isto aqui é, no mínimo, uma sucursal da amizade para renovar o contato.
Parabéns pela poesia, pelo texto. E vida longa a este blag!
Valeu, velho. E vc, meu mestre na blogosfera, quando vai retomar o entusiasmo pelo pequeno coco?