
Acredito na confluência de tudo em mim,
tudo, inclusive o buraco de onde eu vim.
Acredito em coisas, mas só em coisas,
cujo espírito inconstante parte-se, dissolve-se,
volta-se para a sua própria infinita combustão.
Coisas eivadas de concretude e atravessadas
pelas radiações de todos esses anos, séculos,
milênios, fluxos de milênios encapsulados
em montanhas de neve e ar rarefeito,
acredito em coisas inúteis em torno
das quais se constroem civilizações
fadadas a vergar ao peso de pedras,
máquinas, veículos e jogos de palavras, sutis
objetos em vãs pulsações que nem sei. Acredito no
poder dos corpos e em seu múltiplo destino,
quando exalam a essência que os contém.
Acredito no fim, inclusive na origem de tudo em mim.
9 Comentários
Agosto 16, 2007 às 11:10 am
Acredito que vc é um poeta talentoso que merecia uma vida menos estressada. Bj.
Agosto 16, 2007 às 10:04 pm
Acredito principalmente no que diz respeito a merecer uma vida menos estressada!!!
Agosto 17, 2007 às 2:55 pm
Passadas quase tres semanas em terra estrangeiras
Percebo que esse negocio de lingua é besteira
Comunicar-se é facil, ja fiz isso em espanhol, alemao, tcheco, portugues, ingles, e nem mais sei
Qual outra lingua ja falei
Mas o portugues, meu amigo,
Ainda é poesia em meu ouvido
Quando ouco deliro, fico numa felicidade
E muitas vezes corro pra ca, pra matar saudade
Ja li de tudo, esporte, blogs e ate novela
Tanta é a saudade da nossa lingua singela
Abraco
Tiago
Agosto 17, 2007 às 3:18 pm
Eu acredito em vocês….
Agosto 17, 2007 às 3:55 pm
Caro amigo e poliglota Tiago,
às vezes é bom ouvir outras músicas, até pra sentirmos saudades da nossa. Tenho acompanhado as peripécias de vocês, mas com dificuldade pra comentar porque a caixa de diálogo do blogger me apatralha. Mas tô acompanhando e gostando da viagem!
Um abração!!!
Agosto 17, 2007 às 3:57 pm
Rogério,
em nós, em nós!!!
Agosto 18, 2007 às 4:07 pm
Salve, salve, N’PEDRO,
depois de um inverno, ainda em curso, nem mais longo, nem mais curto que os outros, e nada tenebroso, apesar das (nossas) fantasias-em-negro, eis-me, aqui. o UNIVERSO (ON LINE) não sabe o que perdeu, ao fechar suas portas a um “hóspede” “que nem” você.
Nós, sempre em busca de um bom albergue (limpinho, barato e que cumpra sua função: nos dar pouso), continuamos em tua cola.
Forte abraço.
Agosto 18, 2007 às 4:49 pm
Evoé, Chico Vivas, bom saber que continuamos em contato!!!
Setembro 2, 2007 às 12:41 am
Acredito na materialidade das palavras que nos atravessam, deixando rastros indeléveis!
Sua “cantiga cármica” é um desses fluxos universais. Amém!